Área do cabeçalho
gov.br
Portal da UFC Acesso a informação da UFC Ouvidoria Conteúdo disponível em:Português
Brasão da Universidade Federal do Ceará

Universidade Federal do Ceará
SECRETARIA DE ESPORTES

Área do conteúdo

Ângela Assis, goleira da seleção da UFC, é premiada no Melhores do Ano do Campeonato Cearense de Handebol; conheça trajetória da atleta

Data da publicação: 13 de março de 2026 Categoria: 2026, Handebol, Notícias

integrante da equipe de handebol desde 2016, Assis acumula destaques e prêmios no handebol cearense e reforça importância de políticas de incentivo ao desporto

Texto: Eldo Pereira

Somando mais um prêmio à sua trajetória, a atleta Ângela Assis, goleira da equipe de handebol da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi a vencedora do título de Melhor Goleira na premiação Melhores do Ano conduzida pelo Campeonato Cearense de Handebol, organizada pela federação da modalidade. A solenidade de entrega aconteceu na noite de sábado (07) no Teatro do Cuca José Walter, com a presença do Secretário Municipal da Juventude, Júlio Brizzi.

Goleira Ângela Assis (handebol feminino) na cerimônia Melhores do Ano do Campeonato Cearense de Handebol. Foto: Divulgação/Federação de Handebol do Estado do Ceará (FHEC).

Ao todo, 11 faixas etárias diferentes compuseram o rol de indicações, incluindo destaques como o título de Melhor Goleira, que garantiu a representação da UFC. A laureação celebra a performance de Ângela durante o Campeonato Cearense de 2025 que, apesar do nome, foi realizado em 2026. Pelo torneio, a Federal enfrentou disputas acirradas e caiu na semifinal da competição com diferença de apenas quatro pontos, com o reconhecimento para a atleta, que compõe a equipe de handebol desde 2016.

Entregue anualmente, o prêmio chega em circunstância importante para Ângela, que ainda finaliza a recuperação de uma lesão sofrida em 2025, o que a impediu de executar o esporte durante meses, quando a equipe ainda disputava o X Campeonato Metropolitano de Handebol, no qual o time saiu vice-campeão.

“Não foi a primeira vez que fui destaque, mas foi a primeira vez representando a UFC, o que para mim foi muito especial”, compartilha. “Para mim, estar entre os melhores atletas do Estado é a consolidação de um trabalho individual e coletivo, todo o esforço para conseguir voltar após a lesão e o apoio que recebi do time”, diz a atleta. Ela compõe o quadro de melhores posições entre as seleções da competição.

Goleira Ângela Assis e Júlio Brizzi, secretário municipal da Juventude, na cerimônia Melhores do Ano do Campeonato Cearense de Handebol. Foto: Divulgação/Federação de Handebol do Estado do Ceará (FHEC).

A premiação Melhores do Ano do Campeonato Cearense de Handebol contou com o apoio da Confederação Brasileira de Handebol, da Associação das Federações Desportivas do Ceará e da Secretaria Municipal da Juventude de Fortaleza.

História no handebol

Conquistar o Melhores do Ano com a estatueta de Melhor Goleira pontua apenas um dos aspectos da história de Ângela Assis na equipe de handebol. Em conversa com a Secretaria de Esportes (Sesp) da UFC, a jogadora celebra também os dez anos de história no time, movimentando uma paixão pelo handebol que começou nela muito cedo.

“Eu vivi o handebol a vida inteira, desde os dez anos de idade, e tudo começou como brincadeira. Eu também praticava natação e até polo aquático”, relata. O convite para integrar a seleção de handebol da escola, no município de nascença, Caucaia, veio do instrutor de Ângela nas piscinas, que observou o potencial da então estudante de ensino fundamental e a incentivou a participar da equipe de handebol escolar. Não demorou para que a paixão pelo esporte fizesse do handebol uma atividade presente em toda sua rotina.

“Aos 14 anos, fui convocada para a seleção cearense. Fui para a Copa Nordeste, conquistamos o campeonato. Recebi proposta para jogar em escolas de Fortaleza e todo meu ensino médio foi de viagens para competições”, relembra. Ainda na adolescência, Ângela foi campeã das Olimpíadas Escolares e continuou a dar saltos com experiências maiores, como o Campeonato Brasileiro de Handebol.

Do percurso escolar ao universitário: handebol e esporte como parte da vida

O percurso sólido no ensino médio desenhou a trajetória universitária: o caminho natural ajudou Ângela a chamar atenção e integrar a primeira equipe universitária de handebol feminino de uma faculdade privada. Até então, a equipe existente era justamente da UFC, pioneira na modalidade. A atleta conta que, em um primeiro momento, não pensou em integrar a equipe da Federal, que, com o passar do tempo, a convidou a fazer parte do time, primeiro como extensionista, depois como aluna.

Ângela integra a equipe da UFC desde 2016. Foto: Confederação Brasileira de Desporto Universitário.

Ângela foi discente de Ciências Sociais na Universidade Estadual do Ceará (Uece) e, com a transferência de curso, passou a ser oficialmente integrante da seleção de handebol da UFC. Perguntada sobre o que a motivou a fazer a mudança, a atleta destaca as políticas de assistência estudantil da Universidade. “Não são apenas as políticas de assistência, na verdade, mas as políticas de permanência”, em referência às melhorias de condições em políticas institucionais conquistadas nos últimos anos.

“Fui bolsista de tudo o que era possível na UFC”, Assis menciona à Secretaria de Esportes. É incluída nessa conta a temporada em que ela foi bolsista do Programa Bolsa de Incentivo ao Desporto (BID) como atleta de handebol, principal fomento ao desenvolvimento esportivo universitário, como política da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PRAE) e Sesp, com auxílio mensal de, hoje, R$700,00.

Ângela é graduada em Ciências Sociais pela UFC. Foto: Arquivo pessoal.

Ângela cita a política de permanência como um dos principais fatores de transferência de curso à época em que se tornou discente da UFC. E a jogadora tem propriedade no assunto: possui mestrado em Sociologia pela Uece e é doutora em Políticas Públicas pela mesma universidade, com etapa sanduíche realizada na Universidade de Málaga (UMA), na Espanha. Atualmente, além das pesquisas que conduz, trabalha com avaliações de políticas públicas voltadas para o esporte.

“Eu sou cria das políticas públicas!”, brinca a goleira. Ao longo de sua formação, elenca a importância de mecanismos como as bolsas de extensão, de Incentivo ao Desporto, a isenção do Restaurante Universitário para estudantes em situação de vulnerabilidade e a existência de iniciativas como os ônibus intercampi da UFC, que facilitam não apenas a entrada, mas a continuidade e manutenção da vida discente na Universidade.

Saiba mais sobre a pesquisa da jogadora: A formação da agenda de proteção social no Brasil e na Espanha: o estado da arte na área da ciência política (2017-2021).

“Muita gente depende desse investimento, de ter acesso a recursos, a transporte, e hoje há viradas de chave cruciais como o auxílio ingressante e o auxílio concludente”, enumera. Ângela rememora o período de recuperação da lesão sofrida em 2025, que teve acompanhamento direto da Liga de Fisioterapia Esportiva (LIFE) da UFC e, com isso, possibilidade de recuperação. A LIFE é mantida por estudantes bolsistas do Programa BID, sempre com a supervisão de docentes do curso de Fisioterapia da Faculdade de Medicina (Famed)

“Assim que entrei na UFC, já consegui bolsas”, relata. “Meus pais nunca tiveram como custear a minha permanência em escolas particulares, era preciso dinheiro pra tudo, e sempre me mantive com o apoio das bolsas conquistadas por meio do esporte”.

A goleira Ângela Assis na X Copa Metropolitana de Handebol. Foto: Carlos Roosevelt.

Por meio do reforço em suas falas e do olhar de beneficiária e, nos últimos anos, avaliadora, Ângela finaliza com o convite à participação no esporte universitário. “O esporte é, em si, uma política de permanência. As pessoas podem ter receio, mas o esporte é maior que as competições, por ajudar no contato com a Universidade, para se manter saudável ao longo da graduação, ter experiências de sociabilidade e apoiar na questão psicológica”.

Destaques de Ângela Assis

Além de Melhor Goleira pelo Melhores do Ano no Campeonato Cearense de Handebol, a atleta e doutora compartilha ainda o título de Seleção do Campeonato Cearense de 2025. Com a equipe de handebol feminino, foi campeã da X Super Copa Metropolitana e MVP (most valuable player) na semifinal e final da competição.

Ângela Assis: goleira da equipe de handebol feminino da UFC, socióloga, bacharela em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará (UFC), mestra em Sociologia pela Universidade Estadual do Ceará (PPGS/Uece) e doutora em Políticas Públicas (PPGPP/Uece), com período sanduíche na Universidade de Málaga (UMA, Espanha). Com experiência em pesquisas qualitativas, integra o Grupo de Pesquisa Políticas Sociais, Trabalho e Cidadania e atua nas áreas de Sociologia e Planejamento e Avaliação de Políticas Públicas, com ênfase nas análises de políticas sociais, inovações sociais e sistemas de proteção social. Foi bolsista destaque da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). É também comentarista televisiva, com participação em programas da TV Jangadeiro.

Logotipo da Superintendência de Tecnologia da Informação
Acessar Ir para o topo